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09/11/2018 - 14h06Memória do Judiciário completa 30 anosSolenidade na sede histórica do Palácio da Justiça marcou a data

Magistrados, autoridades e personalidades ligadas à cultura se reuniram para celebrar o aniversário da Mejud  Palco de tantos julgamentos importantes, o antigo Salão Nobre do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) recebeu, na tarde de ontem, 8 de novembro, magistrados e personalidades ligadas à cultura do estado, para a celebração dos 30 anos da Memória do Judiciário Mineiro. Quem esteve presente também pôde conferir as novas instalações do museu, que passou recentemente por uma grande ampliação e agora ocupa, de forma plena, o Palácio da Justiça Rodrigues Campos, edifício neoclássico, inaugurado em 1912 e sede histórica do TJMG. Alegria. Essa foi a palavra escolhida pelo superintendente do Mejud, desembargador Lúcio Urbano, para abrir a cerimônia. Sentimento esse justificado, segundo o magistrado, pelo museu encontrar-se tão bem instalado e por finalmente a galeria de retratos dos ex-presidentes do TJMG estar completa. O único exemplar que faltava era o quadro com a imagem do segundo presidente da Casa, desembargador Francisco Leite da Costa Belém, cujo registro visual foi localizado este ano, 132 anos após a sua posse em 1886. O desembargador Afrânio Vilela representou o presidente Nelson Missias, que não pôde comparecer ao evento Na oportunidade, além do descerramento do retrato do ex-presidente, houve o lançamento do selo e do carimbo comemorativos da data e a entrega de uma estatueta em bronze para o acervo do museu. A obra, que há 86 anos pertence à família do desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant, foi doada pelo magistrado e, a partir de agora, irá integrar a Memória do Judiciário Mineiro. Impossibilitado de comparecer à solenidade, por compromissos de última hora em Brasília, o presidente do TJMG, desembargador Nelson Missias de Morais, enviou mensagem a todos os presentes, lida pelo 1º vice-presidente, desembargador Afrânio Vilela. O presidente saudou o superintendente da Mejud, desembargador Lúcio Urbano, “cujo nome já se confunde com o do museu, tamanha é a sua dedicação ao resgate e à preservação da Memória do Judiciário mineiro”. O desembargador Nelson Missias lembrou que o Mejud, além de seu papel primordial na preservação do patrimônio histórico, tem sido importantíssimo também na pulgação da importância do Poder Judiciário para as novas gerações, ao promover visitas de milhares de estudantes de todos os níveis e permanecer sempre aberto à visitação pública.  O presidente agradeceu ainda a dedicação dos servidores do museu. “Eles são, sem sombra de duvida, a sustentação de todo esse acervo e de todos os serviços prestados”, enfatizou. O superintendente da Mejud e o assessor dos Correios procedem ao carimbo do selo comemorativo da data Compuseram também a mesa de honra do evento a 2ª vice-presidente do TJMG, desembargadora Áurea Brasil; o corregedor-geral de justiça, desembargador Saldanha da Fonseca; os ex-presidentes do TJMG, desembargadores Geraldo Augusto e Fernandes Filho; o secretario de cultura do estado, Ângelo Osvaldo, e o assessor dos Correios, Antônio Márcio Brum.  Selo e carimbo A arte do selo apresenta a imagem do vitral “A Justiça”, localizado no andar superior do Palácio Rodrigues Campos. O vitral foi desenhado pelo artista L. Piscini e confeccionado pela centenária Casa Conrado, empresa fundada em 1889 para produzir obras como as importadas da Europa. O carimbo, que contém os dizeres “Mejud 30 anos”, será utilizado para carimbar correspondências no período de 8 de novembro a 7 de dezembro de 2018. Após essa data, irá compor o acervo do Museu Nacional dos Correios, em Brasília, tornando-se fonte de pesquisa e registro do acontecimento. A assessora da Mejud, Andréa Costa Val, e o desembargador Lúcio Urbano receberam a estatueta, entregue pelo desembargador Caldeira Brant Memória do Judiciário A Memória do Judiciário Mineiro foi criada no dia 9 de novembro de 1988, na gestão do então presidente desembargador José Arthur de Carvalho Pereira. O Museu recebe, anualmente, um expressivo número de visitantes brasileiros e estrangeiros, bem como estudantes universitários e do ensino médio. O acervo é constituído por mais de 500 peças pididas em persas categorias, como artes visuais, assessórios e equipamentos de comunicação, vestimentas, mobiliário, objetos pessoais e utensílios de trabalho. Dentre os documentos históricos, destacam-se relíquias como a carta de alforria de Chica da Silva (1754), o inventário de bens de Dona Beja (1874), a ata do atentado ao imperador do Brasil, D. Pedro II, registada no Livro de Atas Manuscritas (1889) e os processos do Caso dos Irmãos Naves (década de 1930) e do Crime do Marcha à Ré (década de 1940). Retrato do desembargador Costa Belém foi descerrado pelo 1º vice-presidente, pelo superintendente da Mejud e pelo secretário de cultura O Museu da Mejud funciona de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h. O agendamento pode ser feito pelo telefone (31) 3237-6224 ou pelo correio eletrônico mejud@tjmg.jus.br. A entrada é franca. Outras informações sobre a história do Poder Judiciário Mineiro estão disponíveis no site da Mejud (www.museudojudiciariomineiro.com.br/).  
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